Projeto Contexto promove Formações sobre Equidade de Gênero e Enfrentamento à Violência contra a Mulher em 50 comunidades escolares do interior do Estado do Ceará

Projeto Contexto/ junho 29, 2018/ Sem categoria/ 0 comments

“Com alcance em 50 comunidades escolares em 22 municípios do interior do Ceará, as formações estão sendo promovidas de forma aberta ao público, com participação de agentes de saúde, mães de alunos e mulheres que residem nas regiões de atuação do projeto”

Uma ação junto à comunidade, contando com a presença de agentes de saúde, representantes da sociedade civil e os próprios familiares de alunos das escolas que recebem atuação do Projeto Contexto – Plataforma Educação Marco Zero! O projeto, que tem trabalhado fortemente no campo educacional junto a educadores e alunos, expande mais uma atividade sobre equidade de gênero, garantias de direitos e cidadania das mulheres e o enfrentamento à violência contra a mulher, desta vez, com foco no diálogo direto com a população local, dando espaço para ouvir e orientar sobre as medidas de proteção amparadas pela Lei Maria da Penha, e os equipamentos públicos especializados no atendimento as mulheres vítimas de violência.

A iniciativa, co-financiada pela União Europeia, tem como realizadora a Plataforma Marco Zero composta por organizações nacionais e internacionais com vasta experiência nos campos social, ambiental e educacional: We World ONLUS Itália, We World Brasil, ACACE (Associação de Cooperação Agrícola do Estado do Ceará), Cáritas Diocesana de Crateús, Escola Família Agrícola Dom Fragoso, ESPLAR – Centro de pesquisa e assessoria, Instituto Maria da Penha e Pastoral do Menor Nordeste I.

Diante de um cenário alarmante em que o Brasil ocupa a 5ª posição em casos de feminicídio, num ranking de 83 países, de acordo com o Mapa da Violência de 2015, e a preocupação aumenta ainda mais em se tratando de município do interior do Estado, inclusive, nesse mesmo ranking, o município de Senador Pompeu/CE, está em quinto com maior taxa média de homicídio de mulheres no País (17,9%), a informação tem sido uma porta importante no combate a esse tipo de violência, com registros em vários Estados em todo país.

As disparidades salariais, as sobrecargas por conta da dupla jornada de trabalho e a importância da representatividade feminina nos campos políticos e sociais, também tem sido tema das discussões sobre equidade de gênero. Os debates com os grupos de mulheres têm ampliado as temáticas sobre a igualdade de direitos, levando para as rodas de conversa situações que ainda são naturalizadas, mas podem ser desconstruídas a cada novo grupo que se fortalece na luta por uma sociedade mais justa e igualitária.

Num comparativo a representatividade política das mulheres no interior do Ceará, nos 22 municípios em que o Projeto Contexto tem atuação, somente dois municípios tem mulheres como Prefeita, se tratando dos vereadores com posse na última eleição, de 268 vereadores, 49 são mulheres, o que representa somente 18% da representação total de eleitos.

Segundo a facilitadora do Instituto Maria da Penha, Rute Aquino, que tem ministrado as oficinas, além do material informativo, com as cartilhas sobre os tipos de violência e as formas de denúncia, o diálogo tem sido uma das ferramentas mais importantes no enfrentamento à violência contra a mulher e no fortalecimento das articulações pela igualdade de direitos.

“É muito engrandecedor esse trabalho que estamos promovendo com as mulheres, porque a cada formação, a gente acompanha a quantidade de mulheres que chegam, e vão se aproximando, querendo se inteirar dos assuntos, saber mais sobre a Lei Maria da Penha, algumas chegam ainda com o pensamento que naturaliza a questão da violência, mas aí nas conversas, inclusive num diálogo compartilhado por outras mulheres, elas vão percebendo que essa violência não tem nada de natural, e que isso é fruto do machismo da sociedade patriarcal que a gente se encontra, e que muitas dessas ações começam de formas sutis, mas não podem ser aceitas, logo vemos a mudança no modo de pensar delas e até querendo ajudar familiares a saírem dessas situações”, disse Rute.

Para Cilene, que participou da formação e é mãe de uma aluna da Escola Pedro Manuel Bonfim, na Comunidade de Cruz, em Quiterianópolis, a oficina traz uma temática importante para todas as mulheres da região. “É muito importante falar da violência contra a mulher, bom seria que pudesse abranger toda a nossa comunidade, onde todas pudessem ter acesso a essa informação, toda a equipe da oficina está de parabéns”, ressaltou Cilene.

As formações estão sendo promovidas pelas realizadoras do projeto que fazem parte da Plataforma Educação Marco Zero, Instituto Maria da Penha e ESPLAR, as oficinas estão passando por todos os municípios de atuação do Projeto Contexto. No mês de maio e junho, já receberam a atividade os municípios de Tamboril, Nova Russas, Novo Oriente, Crateús, Ararendá e Poranga. As atividades seguem em julho para Ipaporanga, Quiterianópolis, Boa Viagem, Deputado Irapuan Pinheiro, Ipueiras, Madalena, Milhã, Mombaça, Pedra Branca, Piquet Carneiro, Poranga, Quixeramobim, Senador Pompeu, Solonópole e Tauá.

CONFIRA A CALENDÁRIO DAS PRÓXIMAS FORMAÇÕES

QUITERIANÓPOLIS
10/07 – Comunidade Besouro
11/07 – Comunidade Gerônimo
12/07 – Sede da Prefeitura

IPUEIRAS
17/07 – Comunidade Livramento
18/07 – Comunidade Bolseiros

IPAPORANGA
31/07 – Comunidade Walemar
01/08 – Comunidade Lagoa do Barro

PEDRA BRANCA
02/08 – Comunidade Santa Rita

MADALENA
21/08 – Comunidade Pau Branco
22/08 – Comunidade Cajazeiras

QUIXERAMOBIM
23/08 – Comunidade Pequenos
24/08 – Comunidade São Miguel

MILHÃ
29/08 – Comunidade Açude Novo
30/08 – Comunidade Carnaubina

DEP. IRAPUÃ PINHEIRO
31/08 – Comunidade Pastas

TAUÁ
18/09 – Comunidade Colonos
19/09 – Comunidade Altamira

MOMBAÇA
20/09 – Comunidade Nova União
25/09 – Comunidade Açudinho

 

Fonte: Gabriela Martins – Assessora de Comunicação da We World Brasil

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