08 de Março – Campanha: Mulher, sua voz empodera! Grite!

Projeto Contexto/ março 8, 2019/ Sem categoria/ 0 comments


Durante todo o ano, serão distribuídos em toda comunidade escolar pertencente ao Projeto Contexto, os materiais educativos e de divulgação da “Campanha Grite!”. Escolas, secretarias, rádios locais e associações estão recebendo cartazes, panfletos e um spot para visibilizar a luta pela igualdade de direitos e contra a violência vivenciada pelas mulheres no Brasil. Como se sabe, a taxa de feminicídio no Brasil é a quinta maior do mundo, dentre 84 países pesquisados, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). E, embora possua diversas políticas de proteção à mulher – como a Lei Maria da Penha, desde 2006 – o país apresenta a rotina de uma mulher morta a cada duas horas

É ciente dessa conjuntura alarmante que a Campanha: Mulher, sua voz empodera! Grite! destaca esse ano a urgência no debate e a necessidade de ações que consigam causar mudanças nesse cenário de morte das mulheres. Representantes do Projeto Contexto estão participando de programas de rádios locais sobre a pauta, apresentando esse material e trazendo os dados mais recentes sobre a realidade de desigualdade entre homens e mulheres em diversas áreas, destacando principalmente o alto índice de feminicídio no país. Durante as demais atividades que vem acontecendo no âmbito do projeto, o kit também é entregue e explicado.

No facebook do Projeto Contexto, os internautas também encontrarão cards produzidos especialmente com imagens de mulheres do campo e da pesca, para serem compartilhadas nas redes sociais. Para a Antonia Mendes, do Instituto Maria da Penha (IMP), esse conjunto de materiais colabora para qualificar os argumentos sobre a importância dessa pauta política “Eles foram todos pensados para o público de mulheres que moram e atuam nos sertões, e por isso nos preocupamos com uma linguagem acessível, objetiva. Com o slogan: “Chega de desigualdade, chega de violência”, nós chamamos atenção para uma situação atípica como essa, onde os índices de feminicídio crescem assustadoramente e também visibilizamos outras denúncias como, a disparidade salarial, a pouquíssima representatividade em cargos de poder público, e a divisão do trabalho doméstico”, conclui.

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